Em 2006, surge o termo Cloud Computing utilizado por Eric Schmidt, ex-CEO do Google ao explicar como eram gerenciados os seus datacenters.

 A crescente evolução criou um novo modelo computacional para grandes quantidades de informação, aumento no tráfego, analise de informações, computação distribuída, virtualização de hardwares e ampla expansão da internet, mas o que é  Cloud Computing? Cloud Computing é um conceito onde através da internet, diversos computadores conectados entre si compartilham memória, processamento, rede e aplicação, esses recursos podem ser rapidamente provisionados com o menor esforço de gerenciamento e/ou interação com o provedor de serviço.

Através do surgimento e a consolidação desta tecnologia se fez necessário a criação de padrões a serem implementados pelas empresas que oferecem este serviço, com isso o National Institute of Standards and Technology (NIST)18, em 25 de outubro de 2011, realizou um estudo e criou um padrão.

 

Para entendermos melhor o que é Cloud Computing, precisamos conhecer os principais Modelos de Serviço: SaaS, PaaS e IaaS

 

Software como serviço (SaaS):

Do inglês, “software as a service”.

É o tipo de armazenamento online mais conhecido, utilizado, por exemplo, por servidores de e-mail. Entre as principais características, estão o acesso aos dados via web, gerenciamento centralizado, aplicações seguindo o modelo “um para muitos”, além de APIs (Application Programming Interfaces) para permitir integrações externas.

Quando utilizá-lo:
Sua utilização é aconselhada quando as aplicações necessitam acesso remoto ou móvel, como por exemplo, os softwares de CRM (gestão de relacionamento com o cliente) e gestão de redes sociais, marketing e pessoas. Sua utilização também é ideal para utilizar a curto prazo ou de forma sazonal, como os softwares de colaboração de projeto.

Quando não utilizá-lo:
O SaaS não é aconselhável quando devido a alguma legislação de seu ramo de negócio não permita a hospedagem de dados fora da empresa.

 

 

Plataforma como um serviço (PaaS):

Do inglês, “platform as a service”.

Este é semelhante ao SaaS. A diferença está no fato de que o primeiro trata-se de um software entregue pela web e este segundo, trata-se de um ambiente, uma plataforma, como diz o próprio nome, para criar, hospedar e gerir um determinado software.

Quando utilizá-lo:
Quando há necessidade de trabalhos em equipe, integração e triagem de serviços e integração de banco de dados. O Serviço é útil no momento da implementação, quando há necessidade de um ambiente complexo para a aplicação. Também é importante quando diversos desenvolvedores estão trabalhando mutuamente e em partes e há necessidade de interação externa.

Quando não utilizá-lo:
Quando a linguagem proprietária possa dificultar no caso de necessidade de mudança para outro fornecedor no futuro ou se utiliza linguagens proprietárias ou abordagens que influenciem no processo de desenvolvimento. Também não é aconselhável nos casos de personalização, em que o desempenho do aplicativo exige hardwares ou softwares específicos.

 

 

Infraestrutura como um serviço (IaaS):

Esta terceira apresenta 3 (três) subcategorias:

Nuvem pública: Quando a infraestrutura está em recursos compartilhados, padronizados e o autoatendimento acontece pela Internet;

Nuvem privada: Infraestrutura que segue a virtualização da computação em nuvem, mas de forma privada;

Nuvem híbrida: Combina as duas primeiras, utilizando as características de uma ou de outra quando é mais conveniente.

Quando utilizá-lo:
Quando a demanda é volátil, como por exemplo, nas lojas virtuais. Também é aconselhável para empresas que crescem rapidamente e não há capital para infraestrutura.

Quando não utilizá-lo:
Neste, também deve-se ter cuidado com a legislação. às vezes, não é permitida a terceirização ou o armazenamento de dados fora da empresa. Não é aconselhável quando os níveis de desempenho necessários para as aplicações tenham limites de acesso ao provedor.

Provisionamento de Infraestrutura:

O cliente tem acesso a qualquer recurso computacional necessário para determinado processamento, seja ele um temporário ou então para hospedar determinada aplicação que nunca irá ser descontinuada.

Os recursos computacionais necessários em uma empresa são provisionados salientando 3 opções:

1. Sempre acima da demanda
2. Abaixo da demanda
3. Através da média de demanda necessária;