Em sete passos, Google pretende atrair 80% dos usuários da Microsoft Office

Há exatos 10 anos, uma disputa de mercado entre duas gigantes balançou o segmento web no mundo. Ao oferecer alternativas mais baratas e simples ao usuário, o Google declarou guerra à Microsoft Office e às então tradicionais ferramentas de edição e gerenciamento comercializadas pela sua maior concorrente. Nascia assim o G Suite – uma solução tecnológica que disponibilizava as mesmas atividades de maneira online, feita de qualquer computador. Agora, passada uma década, o Google tem planos ainda mais desafiadores: pretende agarrar 80% dos pacote de clientes da concorrente.

“Toda a indústria nos olhou como se estivéssemos loucos!”, disse Rajen Sheth, diretor de gerenciamento de produtos Google, em referência a 2005. Deu certo. No ano passado, 2014, a marca cresceu exponencialmente e muitas empresas migraram para o Gmail corporativo, os aplicativos online e o armazenamento em nuvem. Para Amit Singh, diretor do Google, essa é a principal indicação de que os produtos da empresa estão prontos para serem utilizados em larga escala. Para chegar lá são necessários sete passos.

Confira o que está sendo feito

1. Certificar-se de que os Google apps tenham entre 85% e 90% da funcionalidade do Office

Com uma funcionalidade eficiente, ainda leva a vantagem da colaboração online, com o Docs, por exemplo.

2. Não se preocupar com os 10-15% de recursos restantes requeridos por usuários avançados

O Excel é muito melhor que o Google Sheets em muitos aspectos. Mas isso não é um problema para Singh. Segundo ele, apenas 10% dos funcionários de uma empresa irão se preocupar com isso, por se tratar daqueles que realmente usam os produtos para além de um uso simplificado. Por estar na nuvem, o Google apps leva vantagem, já que é possível ver como anda a produtividade em tempo real.

3. Suportar os arquivos do Office como “primeira-classe”

Com o serviço de armazenamento do Google é possível fazer o upload de seus arquivos e editá-los diretamente no G Suite, sem a necessidade de instalar outro programa quando trocar de computador ou dispositivo.

4. Não convencer as empresas a converter do Office para Google apps

O Google sabe que as pessoas não vão deixar de consumir o Office. Mas quer que comprem seus aplicativos como complemento às ferramentas que já têm. Isso as fará perceber que o investimento mensal é muito menor do que o exigido para adquirir o Office. Além, é claro, da facilidade de uso. Segundo Singh, em pouco tempo, as pessoas deixarão de adquirir licenças do Office por realmente não precisarem mais delas e as substituirão por produtos em nuvem, que permite o uso em qualquer lugar onde estejam e com custos muito mais baixos.

5. Torná-los fortes usuários

Diferente de um software regular, que é comprado antecipadamente, uma ferramenta em nuvem precisa agradar constantemente o usuário para que ele mantenha sua conta sempre ativa. É por isso que o Google está sempre de olho no consumidor e no comportamento que ele mantém dentro do sistema. Dessa forma, consegue garantir que os usuários continuem a usar os aplicativos com cada vez mais frequência, além da possibilidade de atraírem novos usuários para o mesmo caminho. A maneira que o Google encontrou de fazer isso envolve tanto treinamentos online, como a criação de comunidades e tutoriais que permitem a interação entre os usuários.

6. Atrair novos clientes que estejam viciados em outros produtos que não os Apps.

Apesar do Google já oferecer o serviço em nuvem há 10 anos, ainda existem muitos obstáculos pelo caminho – entre eles, os de necessidade empresarial que crescem a cada dia. A ideia é atrair as empresas para a órbita do Google para, depois, poder vender os Apps e outros produtos Google.

7. Mostrar como a nuvem do Google ajuda os usuários de dispositivos móveis

Smigh acredita que muito empregados irão substituir os PCs pelos celulares e seus aplicativos. Haverá ainda muitos mais aplicativos para empreendimento que combinarão conhecimentos de diferente áreas para que as pessoas possam acessá-los de forma rápida e inteligente, que funcionará como um assistente de trabalho. Essa é a mesma missão da Microsoft. É o que o pessoal do Google chama de reinventar a produtividade.

O aplicativo Google Now é o melhor exemplo do que está fazendo o Google. “Estamos usando o melhor de algoritimos do Google e conhecimentos de informática há 15 anos”, diz Sigh. Com essa confiança, fica visível, mais do que nunca, de que o Google terá sucesso. A empresa tem tido um rápido crescimento. Na seção “Outros”, que também inclui o Google Play, por exemplo, a marca vem crescendo 40% a partir de 2013. Abaixo, algumas estatísticas:

  • Mais de 5 milhões de empresas utilizam o G Suite, assim o gigante tem que cumprir com normas de segurança e fiabilidade,
  • São mais de 600 empresas com mais de 10 mil usuários do G Suite ativos,
  • 50% das empresas que pagam por Aplicativos no trabalho estão localizadas fora dos EUA,
  • Mais de 240M de pessoas estão usando os aplicativos Google de consumo e armazenamento seja em casa, em escolas ou em empresas,
  • Mais de 1.800 pessoas se inscrevem no Drive for Work por semana,
  • O G Suite for Education é usado por mais de 40 milhões de pessoas, entre estudantes, professores e administradores.

Em seu negócio, qual a plataforma de trabalho? Sua empresa já faz uso do G Suite ou ainda utiliza os produtos da Microsoft Office? Deixe seu comentário.

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Rômulo Martins

Rômulo Martins

Rômulo é Diretor de Marketing da Qi Network, empreendedor por natureza, estrategista por vocação e entusiasta do Inbound Marketing.