Publicado em 29 Fevereiro 2012

Jovens profissionais têm impactado na forma de fazer negócio. Ter acessibilidade e mobilidade junto com governança e compliance é o caminho mais assertivo, aponta Enrique Salem, CEO da Symantec.

Resultado de imagem para new generation iconHoje, as diferentes formas de a nova geração gerir suas ideias e desenvolver seus trabalhos impactam diretamente na maneira das organizações fazerem seus negócios. Sempre ligados e sempre conectados, seus comportamentos irão transformar o local de trabalho e, consequentemente, forçar a TI a se transformar para proteger as informações críticas das companhias que atualmente já são acessadas por um alto número de dispositivos.

Enrique Salem, presidente e CEO da Symantec, alerta que o armazenamento e compartilhamento das informações entre os data centers e a nuvem também devem ser uma preocupação das empresas que formam cada vez mais equipes jovens focadas apenas no social.

“Cerca de 250 mil emails e mensagens de textos são enviados por mês dentro das organizações. Essa nova geração de colaboradores também utiliza 10 mil horas de seu tempo para falar ao celular. Isso significa que privá-los de acessar à internet é o mesmo que privá-los de seus IDs, eles perdem a identidade”, avalia Salem.

Essa é a característica do negócio num novo ambiente, onde todos os colaboradores precisam estar conectados e ao mesmo tempo preocupados com a segurança. Para “sobreviver” a essas mudanças é preciso saber como gerenciar identidades, proteger as informações e manter o controle de dados: “mais do que isso, é preciso ter acessibilidade e mobilidade junto com governança e compliance”.

Durante apresentação na RSA 2012, o executivo diz que 59% das empresas seguem a inha de aplicativos de negócios em dispositivos móveis, enquanto 71% discutem a possibilidade de usar aplicações móveis personalizadas (a afirmação é com base em pesquisa realizada em 2011).

Ponto-chave

O chefe executivo de segurança do Facebook, Joe Sullivan, acredita que o ponto-chave para as empresas é entender o que a nova geração quer. “A segurança baseada em web muda, as comunidades mudam e as companhias também precisam mudar e trazer para dentro do ambiente corporativo novas experiências de segurança”, destaca.

Descobrir como fazer um novo ambiente seguro é um dos principais desafios da TI. Muitas organizações permitem que seus colaboradores tragam seus próprios dispositivos para a empresa sem ao menos ter um política de conscientização de uso.
Para Sullivan, o futuro já está aqui e é preciso ser flexível para saber o caminho certo de gerenciar os funcionários. “O ambiente de trabalho mudou. É preciso aprender a lidar com todas as novas formas de segurança provocadas pelas mudanças, para isso se faz necessário a criação de uma política interna mais ampla”, conclui.

*Jornalista viajou a San Francisco a convite da RSA

 

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