Publicado em 29 janeiro 2019

A cloud computing (ou computação em nuvem) é um termo amplo usado para dar nome a diferentes serviços relacionados à TI. A forma como abrange um grande número de serviços se assemelha ao termo “web”, que desde 1996 é usado como sinônimo de Internet no Brasil. De modo objetivo, a cloud computing se refere a um vasto conjunto de recursos como o SaaS, PaaS e IaaS que permitem usar recursos computacionais  de modo seguro e ágil.

Segundo a Pesquisa Global CIO 2018 publicada pela Deloitte, 90% das organizações consultadas de 71 países utilizam alguma modalidade de serviço em nuvem. Para os próximos três anos, a expectativa é dobrar os investimentos nas tecnologias de cloud computing, que ampliam a segurança, reduzem custos e dão maior agilidade nas operações comerciais, aumentando também a vantagem competitiva das empresas.

Tal como abordado no artigo sobre as mudanças da infraestrutura de TI, o caminho para nuvem é inevitável. O potencial de uso da tecnologia não tem limites e algumas das suas aplicações estão presentes nos serviços de e-mail, fotos, músicas, filmes, bancos, e muito mais. A tecnologia permite que as empresas reduzam seus gastos com infraestrutura e invistam em soluções inovadoras que impulsionam a transformação digital dos negócios. Por isso, é essencial conhecer as diversas modalidades de serviços como o SaaS, PaaS e IaaS e avaliar qual o modelo mais adequado para cada organização.

Mas afinal, o que é SaaS, PaaS e IaaS?

Saas, PaaS e IaaS são as três principais modalidades dos serviços de cloud computing, sendo que cada formato tem características e aplicações próprias. As siglas indicam o modelo de serviço prestado na nuvem, sendo Software como Serviço (SaaS), Plataforma como um Serviço (PaaS) e Infraestrutura como Serviço (IaaS). Na prática, esses serviços atendem necessidades específicas das empresas, desde a criação e gestão de comunicações e documentos da empresa até a migração da infraestrutura física (hardware e software) de seus sistemas para servidores remotos de terceiros, com melhor custo-benefício.  

Qual a diferença entre SaaS, PaaS e IaaS?

Tal como indicado pelas siglas, a principal diferença entre essas três modalidades de cloud computing é o tipo de serviço oferecido por um fornecedor como a Google. Podemos pensar como uma escalada tecnológica, em que uma organização vai ampliando os serviços utilizados na nuvem, partindo de ferramentas básicas de colaboração em SaaS, passando pela utilização de softwares em PaaS, até chegar à migração parcial ou completa da infraestrutura de TI para a nuvem (IaaS). Assim, as diferenças entre os modelos estão mais relacionadas às necessidades e à maturidade digital das organizações.

Confira, a seguir, as características e indicações para cada serviço.

Software como serviço (SaaS)

Do inglês, “software as a service”, SaaS é o tipo de serviço online mais conhecido e utilizado, por exemplo, por serviços de e-mail. Entre as principais características estão:

  • o acesso aos dados via web ou aplicativos móveis;
  • o gerenciamento centralizado;
  • as aplicações seguindo o modelo “um para muitos”;
  • possibilidade de realizar integrações e a personalização das ferramentas por meio de APIs (Application Programming Interfaces).


Um exemplo de SaaS amplamente utilizado pelas empresas são os softwares do
G Suite, que oferecem diversas ferramentas de comunicação e colaboração e permitem realizar tanto o armazenamento de arquivos na nuvem quanto a criação  e o compartilhamento de documentos com vários usuários na plataforma online. Vale lembrar que todos os produtos do G Suite podem ser personalizados e integrados com outras ferramentas, tal como abordado no eBook Customização da nuvem – Integre soluções e aperfeiçoe sistemas digitais com o G Suite.

Quando utilizá-lo: sua utilização é aconselhada quando as aplicações necessitam de acesso remoto ou móvel, como por exemplo e-mail, agenda, chat, videoconferência, editor de documentos, planilhas e apresentações, softwares de CRM (gestão de relacionamento com o cliente), gestão de redes sociais, marketing e pessoas. Sua utilização também pode ser feita por colaboradores externos ou de forma sazonal, como os softwares de colaboração de projetos do G Suite.

Quando não utilizá-lo: o SaaS não é aconselhável quando as organizações seguem uma legislação que não permite a hospedagem de dados fora da empresa ou os requisitos de segurança e SLA são críticos e não podem ser oferecidos pelo provedor dos serviços.

Plataforma como um serviço (PaaS)

Do inglês, “platform as a service”, o PaaS é semelhante ao SaaS. A diferença está no fato de que o primeiro se refere  a um software entregue pela web e o segundo trata-se de um ambiente, uma plataforma, como diz o próprio nome, para criar, hospedar e gerir um software próprio. Entre algumas das vantagens desse modelo, podemos citar o gerenciamento e acesso a um grande volume de dados extensos e complexos, bem como a atualização e acesso aos aplicativos hospedados na rede via dispositivos móveis.

Quando utilizá-lo: quando são executados trabalhos em equipe, integração e triagem de serviços e integração de banco de dados. O PaaS é útil no momento da implementação, quando é necessário ter um ambiente complexo para a aplicação e quando diversos desenvolvedores estão trabalhando mutuamente e em partes (e há necessidade de interação externa).

Quando não utilizá-lo: quando a linguagem proprietária pode dificultar a mudança para um outro fornecedor no futuro, ou ainda se a organização utiliza linguagens proprietárias ou abordagens que influenciam no processo de desenvolvimento. O seu uso não é aconselhável também nos casos de personalização avançada, em que o desempenho do aplicativo exige hardwares ou softwares específicos.

Infraestrutura como um serviço (IaaS):

Do inglês, “Infrastructure as a service”, o IaaS completa as opções  de cloud computing que podem ser adotadas por uma organização. Trata-se de uma mudança dos servidores físicos de um data center local para servidores online, na nuvem. O IaaS pode ser dividido em outras três subcategorias para adoção nas empresas:

  1. Nuvem pública: toda a infraestrutura dos servidores da empresa é compartilhada e gerenciada de modo seguro pelo provedor de serviços em nuvem;
  2. Nuvem privada: a infraestrutura em nuvem da empresa é particular e usada apenas pela organização. O ambiente físico pode ser de terceiros, mas há maior controle e possibilidades de personalização;
  3. Nuvem híbrida: combina as duas primeiras, utilizando as características da nuvem pública e privada conforme a necessidade da empresa. 


Quando utilizá-lo:
quando a demanda de infraestrutura é volátil, como por exemplo, nas lojas virtuais ou outros sistemas que têm picos de acessos sazonais. Com o IaaS, a escalabilidade da nuvem é total e não há serviços ociosos, permitindo que a empresa pague apenas por aquilo que consome. Também é aconselhável para empresas que crescem rapidamente e não há capital para investir em infraestrutura, manutenção ou mão de obra especializada.


Quando não utilizá-lo: esse modelo exige um cuidado com a legislação. Às vezes, não é permitida a terceirização ou o armazenamento de dados fora da empresa. Não é aconselhável quando os níveis de desempenho necessários para as aplicações tenham limites impostos pelo  provedor inferiores às necessidades da empresa contratante.

SaaS, PaaS e IaaS da Google Cloud Platform

Uma pesquisa publicada no final de 2018 pela Gartner apontou o Google como uma das três empresas líderes do mercado de infraestrutura como serviço (IaaS). Além de oferecer os recursos básicos de IaaS com total escalabilidade, segurança e baixo custo, a plataforma Google Compute Engine (GCE) que integra os serviços do Google Cloud Platform, oferece:


– tipos de máquinas predefinidos e personalizados;
– discos permanentes;
– SSD local;
– manutenção transparente;
– balanceamento de carga global;
– processamento em lotes;
– faturamento por segundo;
– descontos automáticos;
– contêineres.

Um dos diferenciais da Google destacados pela Gartner no relatório de 2018 foi a disponibilidade de portabilidade e as funções de código aberto do Google Compute Engine, que permitem desenvolver ferramentas personalizadas para migrar de modo rápido e suave para a nuvem.

Em 2017, a Google Cloud Platform (GCP) também foi indicada como líder do mercado de PaaS pela Forrester Research no relatório The Forrester Wave: Insight Platforms-As-A-Service. Segundo a pesquisa, o GCP foi o único fornecedor a oferecer ferramentas de automação completa, com gerenciamento de contêineres e gerenciamento de API. Essas configurações geram total flexibilidade e escalabilidade dos serviços para as empresas que desejam desenvolver aplicativos em nuvem.

Já os serviços de SaaS da Google, isto é, as ferramentas do G Suite, são utilizadas por mais de 4 milhões de empresas em todo o mundo. A facilidade de integração de recursos, a possibilidade de personalização dos serviços, somadas aos benefícios de redução de custos, ampliação da segurança, otimização de tarefas e maior colaboração entre os funcionários são alguns dos destaques do G Suite.

Para que as empresas possam obter o máximo de proveito das plataformas de Cloud Computing da Google é importante avaliar o modelo mais adequado para o empreendimento, que pode variar conforme:


– o tipo de serviço prestado;
– o número de funcionários;
– a atual infraestrutura do negócio;
– a legislação que a empresa está sujeita;
– os objetivos e necessidades específicas da empresa.


Assim, é essencial contar com especialistas como os profissionais da Qi Network, uma das maiores parceiras Premier da Google no Brasil, para que possam auxiliar os gestores e técnicos das empresas a definir os serviços mais adequados de cloud computing, bem como definir um planejamento estratégico para implantação e migração dos serviços.

Se você ficou com alguma dúvida ou deseja saber mais sobre SaaS, PaaS e IaaS, entre em contato conosco. Trabalhamos para ampliar a eficiência e produtividade das empresas, reduzindo custos e fortalecendo a segurança dos empreendimentos. Acompanhe também o nosso Blog e fique por dentro das principais tendências e inovações do mercado de cloud computing.

Publicado originalmente em 7 de abril de 2012.