Publicado em 2 junho 2020

O Cloud Computing (em português, computação em nuvem) é uma tecnologia que permite usar aplicativos e softwares, bem como realizar o armazenamento de dados em servidores online e, não, em servidores físicos hospedados dentro de uma empresa. Na prática, as instituições passam a dispor  dos serviços tecnológicos necessários para o seu funcionamento, sem precisar investir em hardware e infraestrutura local. Dessa forma, há maior mobilidade, produtividade e segurança para os profissionais.

Não por acaso, essa é uma das tecnologias mais buscadas pelas instituições de saúde, principalmente pela segurança. Embora alguns profissionais ainda acreditem que manter e criar arquivos em um servidor físico é sinal de proteção, é importante lembrar que as instituições de saúde estão cada vez mais suscetíveis a ataques cibernéticos e outros problemas. Erros técnicos, problemas de infraestrutura (como acidentes e panes de energia), podem comprometer o atendimento dos pacientes e o funcionamento das instituições.



Já imaginou como seria problemático perder todos os exames e laudos dos seus pacientes, caso o prédio da sua empresa de saúde fosse atingido por uma forte chuva que danificasse os equipamentos, por exemplo? Mantendo os arquivos em um servidor físico, essa não é uma hipótese muito difícil de acontecer. Por esse e outros motivos é que a tecnologia de Cloud Computing tem sido tão eficientemente adotada nas organizações de saúde.

De acordo com um relatório da Nutanix de 2020, 68% das instituições de saúde relatam que a necessidade de transformação digital impactou significativamente na adoção do Cloud Computing em várias verticais do setor

A pesquisa mostrou ainda que 87% das organizações de saúde identificaram a tecnologia de Cloud Computing como o modelo operacional ideal de TI. Por isso, as instituições do setor devem aumentar o uso da tecnologia em 44% e diminuir as implantações tradicionais de data center em 35% nos próximos três a cinco anos.

Além disso, 29% das organizações de assistência médica acreditam que a segurança e a conformidade dos dados são um fator importante para influenciar a decisão de onde hospedar uma determinada carga de trabalho. 

Quer saber mais sobre como o Cloud Computing pode ajudar instituições de saúde? É o que trazemos neste artigo. Confira.

Como o Cloud Computing beneficia instituições de saúde?

1. Economia

A redução de custos que a tecnologia de Cloud Computing gera para uma empresa de saúde é notável. Com ela, as organizações economizam na aquisição de helpdesks (serviços de apoio e suporte aos problemas técnicos) e servidores, além do tempo que não será mais gasto para obter qualquer informação. Isso porque os dados, como agendamento de consultas, exames, prontuários e laudos, poderão ser acessados em qualquer lugar e de qualquer dispositivo.

Um estudo realizado pela consultoria Forrester, intitulado “The Total Economic Impact & Trade of G Suite”, avaliou o ROI (retorno de investimento) de grandes empresas que haviam migrado para o G Suite, o pacote de aplicativos de Cloud Computing do Google. O resultado foi que o ROI chegou a 304% – já ajustado ao risco – após três anos de uso das ferramentas.

Sendo assim, é possível dizer que o Cloud Computing reduz custos principalmente com infraestrutura, manutenção e renovação. Enquanto que os “softwares on-premise”, exigem a instalação na máquina, impedindo o acesso de qualquer lugar fora da empresa, e ainda demandando custos frequentes de atualização, renovação de licenças e suporte.

 

2. Escalabilidade e flexibilidade

A escalabilidade e a flexibilidade oferecidas pela tecnologia de Cloud Computing praticamente não têm limites. Com a computação em nuvem, é possível alterar a infraestrutura da tecnologia de acordo com as necessidades de armazenamento da empresa, modificando para armazenar mais ou menos dados, de maneira fácil e prática.

Geralmente, laboratórios e clínicas de imagem enfrentam problemas com o armazenamento de imagens, como tomografia e ressonância, por exemplo, porque os arquivos são pesados. Para se ter uma ideia, um único exame pode chegar a 1GB.

No caso de altas demandas sazonais, como o Outubro Rosa em que cresce a procura por exames de mamografia, se a instituição tem à disposição os serviços de Cloud Computing, o investimento em equipamentos para ampliar a capacidade de armazenamento, deixa de ser necessário. É o caso do investimento em servidores, cabos, geradores e outros hardwares que podem ficar ociosos após o período. 

Com Cloud Computing, também não há necessidade de um controlador de data center, uma vez que o prestador de serviços é que se responsabiliza por administrar a infraestrutura necessária para atender às necessidades dos clientes. No caso do G Suite e do Google Cloud Plataform, o Google é o responsável.

 

3. Mobilidade

Se todos os arquivos e programas da empresa estiverem armazenados em nuvem, fica claro o seu poder de mobilidade. Uma das maiores vantagens de utilizar o Cloud Computing em uma empresa de saúde é poder acessar todos os arquivos, como exames e prontuários médicos, a partir de qualquer lugar, de qualquer dispositivo, bastando ter acesso à internet e fazer login.

Dessa forma, deixa de ser necessário o uso de HD externo, pen drives, servidores físicos e outros equipamentos com essa finalidade.

Com o uso do G Suite, por exemplo, é possível aproveitar uma série de ferramentas e aplicativos que funcionam online e armazenam os dados na nuvem, tais como:

  • o Gmail, e-mail com uma série de recursos que automatizam e otimizam o dia a dia dos profissionais; 
  • o Hangouts, que pode ser utilizado para a troca de mensagens em grupos ou individuais, facilitando a comunicação organizacional; 
  • o Meet, que permite a realização de videochamadas com até 200 participantes, bem como a gravação nas versões Premium; 
  • o Drive, que torna acessíveis de qualquer lugar arquivos como imagens, documentos, vídeos, áudios e apresentações. Permitindo a edição colaborativa simultânea  em documentos, apresentações e planilhas, por exemplo. 

 

Além disso, a mobilidade para acesso às ferramentas e arquivos por dispositivos móveis e computadores fora da instituição facilita o trabalho em equipe e em casos clínicos mais urgentes. Por meio dos recursos disponibilizados pelo G Suite, fica mais fácil o contato com médicos que estejam trabalhando no caso de um mesmo paciente e a troca de informações com segurança.

 

4. Sustentabilidade 

É inegável o quanto a sustentabilidade é importante para as empresas. E aderir ao Cloud Computing também traz esse benefício para instituições de saúde, uma vez que os serviços em nuvem reduzem:

  • o consumo de energia com infraestrutura local, equipamentos de refrigeração e máquinas;
  • a necessidade de ampliar o espaço para capacidade de armazenamento – principalmente no armazenamento obrigatório de exames e prontuários físicos por 20 anos;
  • a impressão de documentos e papéis, que podem ser compartilhados e assinados virtualmente, bem como o uso de agendas físicas, prontuários e outros arquivos.

Com as ferramentas de Cloud Computing, as organizações de saúde estão conseguindo um melhor racionamento dos recursos de TI, utilizando serviços sob demanda – os chamados “as a service”-, que minimizam a quantidade de equipamentos físicos necessários para realizar as tarefas do dia a dia.


5. Otimização da equipe de TI

Com o Cloud Computing, as equipes de TI das clínicas, dos laboratórios e dos hospitais não precisam mais focar em questões técnicas, como infraestrutura, aplicativos e usuários desktop.

Trabalhando na nuvem, especificamente com os recursos e ferramentas do G Suite, é possível aplicar extensões e criar soluções personalizadas para potencializar a colaboração, a organização e a gestão de processos nas unidades de saúde. Veja algumas possibilidades:

  • Check-in facilitado de pacientes;
  • Digitação por voz para anotações em documentos;
  • Pesquisas de satisfação do atendimento aos pacientes;
  • Organização das salas e dos agendamentos;
  • Compartilhamento de resultados dos exames com os pacientes;
  • Gestão de suprimentos e estoque médico, e outros.

Com tantas atividades otimizadas, o potencial das equipes pode ser direcionado para desenvolver soluções inovadoras para o melhor atendimento dos pacientes e criar estratégias de crescimento e negócios, ao invés de ser desperdiçado realizando atividades operacionais, como atualizações de softwares e atendimento de chamados.

Ou seja, o papel do profissional de TI, com o avanço do Cloud Computing, está ficando cada vez mais estratégico nas instituições de saúde. Uma pesquisa da Deloitte, denominada CIO Survey, aponta uma tendência dos CIO (Chief Information Officer) de atuarem com mais autonomia, inclusive gerenciando investimentos e participando como co-criadores de negócios nas empresas.

Leia também LGPD em instituições de saúde: como adequar processos com o G Suite

Mas como começar a implementação do Cloud Computing?

Antes de implementar o Cloud Computing na sua instituição de saúde, é importante que você entenda o que é a maturidade digital. É comum observarmos instituições que percebem a necessidade de adotar ferramentas na nuvem e migrar a infraestrutura local para serviços de Cloud Computing, mas que não se preparam para uma mudança de cultura organizacional.

Mas o que isso significa? Na prática,, não adianta adotar uma tecnologia inovadora, que permita uma melhor comunicação entre os setores de um hospital, se os profissionais da empresa não tiverem o hábito sequer de usar as ferramentas digitais mais básicas, como e-mail ou planilhas online para fazer o controle de dados, por exemplo.

Sendo assim, para que o Cloud Computing realmente traga todos os benefícios que promete, é fundamental que seja trabalhado na empresa um processo de mudança de cultura que contemple essas tecnologias. O grau de familiaridade e uso de ferramentas digitais que a empresa tem é o que chamamos de maturidade digital.

Então, para dar início à transformação digital da sua empresa de saúde, é preciso realizar um diagnóstico de maturidade digital e, somente a partir deste diagnóstico, seguir com a execução do planejamento de implementação do Cloud Computing.

A Qi Network é uma das maiores parceiras Premier do Google no Brasil, especialista em Transformação do Trabalho (Google Work Transformation) e atua com as soluções do G Suite para impulsionar a transformação digital das instituições de saúde com segurança e agilidade, ajudando-as na missão de migrarem sua infraestrutura para a nuvem.

Quer saber mais sobre os benefícios e possibilidade de utilizar ferramentas em nuvem na sua instituição de saúde? Entre em contato com nossos especialistas e saiba como realizar a migração para nuvem, com segurança e agilidade na sua instituição de saúde.

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